Situada na margem do Rio Guadiana, Mértola – A Vila Museu, é uma típica vila alentejana de casario branco disposta por um socalco e circundada pela sua muralha.


Por todo o concelho abundam provas de um povoamento precoce, os primeiros vestígios remontam ao Neolítico, há cinco mil anos atrás. A Mértola, chegam Iberos, Fenícios, Gregos e Cartagineses, numa ocupação que tinha o objetivo de controlar as rotas comerciais. A romanização de Mértola deu-se ao longo do séc. II a.C., apelidada de Myrtilis a cidade manteve a sua importância económica e a sua vocação mercantil.

Com a invasão dos povos Mouros, liderados por Tarik em 711, Mértola reafirma a sua função comercial e reforça a sua condição de porto mais Ocidental do Mediterrâneo. Ocorre nesta altura uma das fases mais importantes da história deste território e a cidade de Martulah chega a ser durante um curto período no século XI, capital de um pequeno emirado islâmico independente, a taifa de Mértola. A conquista cristã deu-se no reinado de D. Sancho II, pelo comendador da Ordem de Santiago.

Da cidade romana e islâmica, além do seu próprio traçado urbano restam alguns vestígios monumentais e, sobretudo, as pequenas marcas da vida de todos os dias e as memórias de muitos saberes. São estes sinais, estes artefactos, recolhidos em campanhas arqueológicas e rigorosamente estudados, que hoje são o sedimento da sua identidade e o conteúdo dos seus vários núcleos museológicos e lhe conferem o rótulo de Vila Museu.

Em 1995 foi criado o Parque Natural do Vale do Guadiana, uma área protegida com 69700 hectares abrangendo grande parte do concelho, cheia de vida e com um ecossistema riquíssimo que vive em perfeita harmonia com pouca ou nenhuma intervenção do homem. As razões para uma visita e estadia são mais que muitas, por todo o concelho encontra lugares únicos, venha e disfrute do que esta região tem para lhe oferecer.

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