Jardins

Fresco e vibrante, com uma tonalidade verde-clara, a versatilidade do orégão tornou-o numa erva aromática popular um pouco por todo o mundo. Os registos mostram que os egípcios conheciam bem as suas propriedades curativas. Os gregos antigos diziam que o aroma suave e picante dos orégãos foi criado por Afrodite, como símbolo da felicidade.
Na medicina tradicional o chá de orégãos é considerado como um estimulante do sistema nervoso, como analgésico, espasmódico, sudorífico, estimulante do apetite e da digestão, para combater problemas respiratórios, diuréticos, expetorante, alivia de dores menstruais e ajuda no combate a problemas gástricos e intestinais. Externamente os orégãos são usados em banhos ou em lavagens contra as erupções cutâneas. Por vezes usa-se em cataplasmas sobre o pescoço para tratar torcicolos. Para relaxar, juntar uma decocção ou o óleo essencial à água do banho. A atividade anticancerígena desta erva é comprovada por vários estudos feitos por investigadores, promove a detenção do ciclo celular e a apoptose. Usado como óleo, revela-se um potente agente antimicrobiano, dado que possui na sua constituição um composto essencial chamado carvacol. Por possuir propriedades intensas, pode auxiliar no combate ao Staphylococcus aureus resistente à meticilina e a outros antibióticos.
Esta erva aromática é responsável por conferir um sabor único e indiscutível aos seus pratos, para além de lhe conferir vários benefícios para a sua saúde. Frescos ou secos, tem um sabor forte, apimentado e aromático. São muito utilizados em certas regiões como especiaria. Está presente na cozinha alentejana e algarvia e entre os italianos como condimento indispensável.
As folhas e flores dos orégãos servem para aromatizar saladas, vinagre, azeite e pratos de massa, de ovo, de queijo, assados, grelhados de carne e peixe e pratos à base de tomate, como as típicas sopas de tomate. As flores dos orégãos são também comestíveis, podem utilizar-se para decorar saladas.